Brasil: Encontre seu melhor destino e boa viagem!

No mapa abaixo Você pode escolher a região ou estado do Brasil e realizar suas pesquisas de locais para suas tão desejadas férias.

(Obs.: Navegue pelo menu à esquerda)

O Brasil tem praias, montanhas, campos, florestas, planaltos, serras, pantanal, cânions. Enfim, todo tipo de destino turístico para agradar a todos.

A rede de hospedagem, sejam hotéis, pousadas, hostels, residenciais ou casas e apartamentos para locação de temporada, está distribuída por todo território, atendendo de forma satisfatória a quem viaja por nosso país.

Aproveite!

Acre

Alagoas

Amazonas

Amapá

Bahia

Ceará

Distrito Federal

Espírito Santo

Goiás

Mato Grosso

Mato Grosso do Sul

Maranhão

Minas Gerias

Pará

Paraíba

Paraná

Pernambuco

Piauí

Rio de Janeiro

Rio Grande do Norte

Rio Grande do Sul

Rondônia

Roraima

Santa Catarina

São Paulo

Sergipe

Tocantins

Leia histórias de Viagens publicadas por nossos Viageiros:

Beta Lima

Roberto Lima

Rosely Atanes

Vanderley Penitente Junior

Vitor Sott

Bahia

Bahia, um estado de ser.

Terra de legítimo carnaval, dizem alguns. Terra de muitas culturas, de sossego, de fé, de missigenação.

A Bahia é hoje um estado rico, com grandes contrastes sócio-culturais, em pleno desenvolvimento. Terra de muito trabalho e de muita alegria.

Sua capital, Salvador, guarda todo um patrimônio histórico arquitetônico de grande valor.

Arraial D’Ajuda

Camaçari

Mangue Seco

Porto Seguro

Trancoso

Minas Gerais

O estado de Minas Gerais foi um dos territórios mais explorados durante o império. De lá muita riqueza saiu do Brasil rumo à Europa.

Ainda hoje existem resquícios da Estrada Real, via por onde se escoava a extração de ouro de outros minérios valorizados pela coroa, indo em direção ao Porto de Paraty, para embarcarem rumo a Portugal.

Mas a extração mineral do solo das Gerais não levou a verdadeira riqueza deste lugar. O humano que lá habita, a cultura que resistiu, a mescla humana que se formou, é a riqueza maior de Minas.

Hoje um dos estados mais ricos do Brasil, minas tem um clima montanhoso e com rios caudalosos, um clima constante de montanha com ares frios a gelados, conforme a época do ano. Aliás, creio que há a qui um engano, podemos em pleno verão no hemisfério sul, curtir um clima frio nas altas montanhas de Minas.

Alfenas

Araxá

Barbacena

Belo Horizonte

Cambuí

Congonhas

Extrema

Gonçalves

Mariana

Monte Verde

Ouro Preto

São João Del Rei

Tirandentes

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro é, sem dúvidas, o estado mais conhecido do Brasil no exterior. Não sem confusão entre o nome do estado e a própria cidade do Rio de Janeiro.

E para os mais novos e que ainda não estudaram a história, lá vai: a cidade do Rio era capital do estado da Guanabara. E o estado do Rio de Janeiro tinha como capital a cidade de Niterói. E a capital da Guanabara, era também a capital federal. Isso até a inauguração de Brasília e mudança pra lá da capital federal. Daí veio a extinção do estado da Guanabara, passando a cidade do Rio de Janeiro a ser a capital do estado do Rio de Janeiro.

Barra de São João

Rio de Janeiro

São Paulo

São Paulo é o mais rico estado do Brasil. Estado da região sudeste, tem em sua capital uma das maiores cidades do mundo.

Uma profusão de etnias dão vida ao estado de São Paulo, com imigrantes vindos de todos os continentes do mundo.

Cidade viva e pulsante, a capital, São Paulo, já foi cantada em versos que lhe homenageiam.

Águas da Prata

Águas de Lindóia

Águas de Santa Bárbara

Águas de São Pedro

Amparo

Aparecida

Barueri

Guarujá

Ibirá

Lindóia

Monte Alegre do Sul

Monteiro Lobato

Poá

São João da Boa Vista

São José dos Campos

Serra Negra

Socorro

Tremembé

Amazonas

O maior estado do Brasil, que dá nome à região amazônica.

Pitoresco com sua floresta tropical e o maior rio do mundo correndo por sua extensão de oeste a leste. Maior bacia hidrográfica existente com um percentual significativo da água doce do mundo.

Manaus

Socorro – Aventura Segura

Socorro – Aventura Segura: Natureza, Emoção e Lazer por Rosely Atanes

Socorro - são paulo

Onde ainda se vive

A cidade de Socorro oferece inúmeras opções para o turista, tanto para os principiantes no ecoturismo como para os já acostumados aos esportes de aventura.
Se você ainda não sabe como se iniciar no turismo ecológico, Socorro é uma boa escolha. Conhecida como uma das melhores cidades para prática de diversos esportes de Aventura oferece mais de 17 modalidades que podem ser praticadas em terra, água e ar: Caminhada, Arvorismo Tirolesa, Cicloturismo, Canionismo, Escalada, Boiacross, Acqua-ride, Rafting, Rapel, Off-Road, Asa Delta, Parapente, Vôo livre, MotoCross…

Fique esperto! Há diferença entre esporte radical e esporte de aventura; o esporte de aventura precisa seguir normas determinadas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas- e Socorro é uma das cidades onde se pratica a Aventura Segura.

É preciso se informar a sobre as aventuras previstas, é muito bom aproveitar tudo o que a natureza pode oferecer, mas a segurança jamais pode ser deixada de lado. As atividades devem ser acompanhadas por monitores, oferecer bons equipamentos e uma preparação ou treinamento com demonstração dos procedimentos de segurança para os participantes. Assim você pode curtir com tranqüilidade cada um dos momentos.

A implementação do Programa Aventura Segura vem proporcionando uma transformação profunda e abrangente nos destinos, empresas e profissionais de Turismo de Aventura e Natureza do país.

Esporte seguro

Acessibilidade

Há ainda um diferencial importantíssimo: a cidade de Socorro é considerada referência em acessibilidade no estado de São Paulo. Existem hotéis e parques adaptados para receber pessoas com mobilidade reduzida, que podem praticar normalmente atividades como arvorismo e rafting.

Socorro também se destaca pelo Turismo Rural. Existem cerca de 10 propriedades rurais que recebem o turista, mostram seu trabalho e a sua forma de viver. É sensacional a troca de conhecimentos!

Socorro também é conhecida como a capital paulista das malhas, com quase 400 malharias onde se pode encontrar malhas de todos os tipos e gêneros.

cicloturismo

Cicloturismo

Circuito das Águas Paulistas

A cidade de Socorro fica a 132 km de São Paulo na encosta da Serra da Mantiqueira, tem um relevo montanhoso, recortado por rios e cachoeiras. Hoje é uma das principais cidades do Circuito das Águas Paulistas, com fontes de águas com propriedades terapêuticas.

Se você é como eu, gosta de “pegar a estrada”, pode aproveitar e conhecer as cidades vizinhas, bem próximas e programar uma nova aventura: Águas de Lindóia, Serra Negra, Monte Alegre do Sul, Pinhalzinho e Pedra Bela ainda no estado de São Paulo e Toledo, Munhoz, Bueno Brandão e Monte Sião, no estado de Minas Gerais
Belezas naturais, ar puro, montanhas e muita tranqüilidade. Um convite irrecusável!Aproveite!

Equipamentos de segurança

Canoagem segura

Interagir com os moradores

Existem várias formas de conhecer melhor uma cidade, mas nada como um bom bate papo moradores… Em uma dessas conversas, em Socorro, fiquei sabendo que muitas pessoas costumam assistir ao por do sol e o nascer da lua cheia em um lugar com visão privilegiada, no Bairro Santa Rosa. Apesar de não ser dia de lua cheia e nem horário do por do sol, fui conhecer o local e no caminho perguntei a outras pessoas sobre o acontecimento. As pessoas me informaram que freqüentemente são realizados luaus, acompanhados por pizza na pedra e outras delícias e que não há problemas com segurança.

Na cidade procurei saber sobre o atendimento a pessoas que não viajam com seu próprio carro e querem conhecer melhor o lugar. Eu participei de um city tour. Foi muito bom! Conheci um pouco da história da cidade, visitei pontos turísticos e conheci lugares incríveis: um alambique natural onde é produzida a cachaça orgânica, o açúcar mascavo e o melado; propriedades rurais com criação, ordenha, venda de laticínios e outros produtos caseiros. O Empório do Café e a Sorveteria do Ademar – tradicional sorveteria que há 100 anos produz o melhor sorvete caseiro da região. A curiosidade é que além dos produtos, o dono do comercio, é um grande fã do cantor Roberto Carlos, que já esteve lá e tornou-se amigo do proprietário. No espaço, há inúmeros quadros com fotos de Ademar junto do ídolo. Vale conferir!

produtos artesanais

produtos artesanais

Como chegar a Socorro

Rodovias de acesso:
BR 116 – Rod. Pres. Dutra
BR 381 – Rod. Fernão Dias
SP 065 – Rod. D. Pedro I
SP 008 – Rod. Cap. Barduino
SP 330 – Via Anhanguera

Distâncias:
São Paulo: 132 km
Campinas: 115 km
Bragança Paulista: 45 km
Rio de Janeiro: 495 km

Dicas:
– Planeje sua viagem com alguma antecedência para que você possa relaxar, tente pensar em todos os detalhes;
– Informe-se sobre as variações do clima no local;
– ao arrumar as malas pense no que é realmente necessário assim você não perde tempo.
– Não se esqueça de levar: chapéu ou boné, mochila pequena, protetor solar, repelente para insetos, cantil ou garrafa plástica para água.
– As roupas devem ser confortáveis para não prender os movimentos. Dê preferência às botas, ou tênis específicos para caminhadas, previamente amaciadas e já usadas.
-Lembre-se de levar uma muda de roupa extra, para o uso diário, agasalho para o frio, capa para chuva.
-câmera fotográfica

Sucesso na sua aventura!!!!!
Espero que você viva intensamente cada desafio e emoção, apreciando e respeitando cada vez mais a Natureza!

tirolesa

Tirolesa

Rosely Atanes

Fotógrafa

Trabalha com ecoturismo, fotojornalismo, automobilismo, eventos, ensaios e principalmente na divulgação de roteiros e viagens, registrando atrações, gastronomia, hospedagem e lazer.
www.roselyatanesfotos.com.br

Rosely tem o apoio da Bota na Trilha

bota-na-trilha

Paraná

Paraná, região sul do Brasil, fazendo divisa com o Sudeste. Estado de contrastes de frio e calor, como todo o sul, tendo mínimas próximo de zero graus no inverno e temperaturas altas no verão.

Sua capital,  Curitiba, é destaque em urbanismo e cuidados com o meio ambiente.

Antonina

Balsa Nova

Campina Grande do Sul

Campo Largo

Campo Mourão

Cascavel

Castro

Colombo

Curitiba

Fernandes Pinheiro

Foz do Iguaçú

Guaíra

Guaraqueçaba

Guaratuba

Ilha do Mel

Lapa

Londrina

Marechal Cândido Randon

Maringá

Matinhos

Morretes

Paranaguá

Piraí do Sul

Ponta Grossa

Pontal do Paraná

Prudentópolis

Quatro Barras

Rolândia

São José dos Pinhais

Tibagi

Tijucas do Sul

Ushuaia

Ushuaia

por Vanderlei Benedito Penitente Junior

ushuaia

ushuaia

Ushuaia é a cidade mais austral do mundo, tem em torno de 80 mil habitantes, fica no extremo sul da Argentina, na ilha grande da Terra do Fogo, à margem norte do Canal de Beagle. Ushuaia significa na língua indígena dos yamanas “porto interior ao poente”. É a capital da província da Terra do Fogo, Antártida e ilhas do atlântico sul.

A natureza foi verdadeiramente pródiga para com este lugar (Ushuaia é sem dúvida um dos lugares mais bonitos do planeta), que oferece um dos cenários mais belos e cativantes que se possa imaginar, já na própria cidade as montanhas cobertas de frondosos bosques que chegam até o Canal de Beagle, oferecem uma moldura natural imponente.

Logo saindo da cidade, seja em embarcações para ver a colônia de lobos marinhos, pingüins e distintas aves que habitam as ilhas do canal, ou por terra, para chegar ao Parque Nacional Terra do Fogo, aos vales fueguinos ou zona lacustre do interior da ilha, a região oferece ao visitante uma gama de atrações e experiências incríveis e inesquecíveis.

Os principais cerros são: Valle dos lobos, Sollar Del bosque, Tierra Mayor, Llano Del Castor, Valle Hermoso, Las Cotorras, Cerro Castor, Haruwen. Huskyes siberianos, snowboard e motos de neve são atrações dentro dos cerros.

Centros de atividades invernales: Glacial Martial, Terra Mayor, Las Catorras, Valle Hhermoso, Haruwen, Llanos Del Castor, Cerro Castor, Pista Jerman (Clube Andino de Ushuaia), Solas Del Bosque, Patagônia Mia, Altos Del Valle, Laguna Del Diablo, Escuela de Esqui Ushuaia, Nunatak.

Passeios imperdiveis: Parque Nacional da Terra do Fogo, Trem do Fim do Mundo, Navegação pelo Canal deb Beagle, Museu do Presídio, Museu do Fim do Mundo, Lago Fagnano, Baía de Lapataia (ponto final da rota 3, a última estrada do fim do mundo), ponto próximo ao Estreito de Magalhaes. Baía Esmeralda, Lago Escondido, Pinguinera Isla Martillo, Cuevas Del Alvear com vistas incríveis, Cabo São Paulo, passeios a cavalos, centro Beagle.

Ushuaia está numa ilha dentro do conjunto onde se formam as Ilhas Malvinas e só existe um ponto pra se sair da ilha de carro, ao extremo norte da ilha, cerca de 240 km de Ushuaia, através de balsa. Também por isso, Ushuaia é uma cidade extremamente segura. Nela você tem a proteção da marinha , exército e aeronáutica e todo canal é protegido, além de policias militares nas ruas que dão muita segurança. O índice de delitos é praticamente zero em Ushuaia.

Vale a pena visitar toda a costa do Beagle. Ao lado do porto tem um grande supermercado com produtos, roupas, perfumes e CDs bastante em conta com de ter uma variedade bem legal. Nas dicas de viagem, indico que se deve levar pouca roupa para Ushuaia. O motivo é que ushuaia é um dos principais portos da América do sul, classificada como Zona Franca, onde Você poderá fazer compras com ótimos preços. E é um dos maiores pesqueiros do mundo (dali saem embarcações gigantescas rumo à Antártica pra pescarem merluza, salmão e outras espécies de peixes).

Dicas de viagem: Em Ushuaia me hospedo da Hosteria Bella Vista, é de uma brasileira, Elenilda Teixeira, casada com um argentino fiscal do tribunal de contas em Ushuaia. Elenilda é bahiana, uma grande amiga, prestativa, e resolve tudo que preciso em Ushuaia, desde a locação de carros até os passeios.

Sua Hosteria, a 5 km do centro, é bastante aconchegante. O aluguel de carro é feito pela localiza rent a car em Ushuaia (rua Sarmiento, 21. Telefone 02901 437-780; email localizaush@speedy.com.ar). O aluguel custa em torno de 180 pesos o que equivale em torno de 85 reais o dia, livre de kilometragem. A gasolina em torno de 2,10 pesos= R$ 1,20/litro e pode se dizer que é pura. Os carros fazem cerca de 18 km/litro. Não precisa de muita burocracia pra alugar um carro, lembrando que a carta nacional vale sem problema algum. E com o carro faço todos os passeios compensando em muito, pois não preciso me deslocar de taxi. Tenho como experiência levar pouca roupa mesmo no inverno, o extritamente necessário. Existem vários lavatórios que cobram cerca de 20 pesos o cesto com 8 peças em torno de 10 reais. Para acesso a telefone, usar dos locutórios (alguns possuem diferença enorme dos outros), mas todos estão na rua San Martin que é a principal de Ushuaia, e está em torno de 0.80 centavos de peso o minuto ~ R$ 0,40. Recomendo levar o notebook pois todos os hotéis possuem wirelles e você pode ficar conectado 24 horas com MSN ou skype

Dicas de Compras: uma dica importante antes de comprar perfumes faça o passeio das ilhas até o Farol do Fim do Mundo porque você ganha um desconto de 10% pra compra de perfumes no principal dutty free de Ushuaia. Um exemplo: no freeshopp do aeroporto você paga um “212 masculino” de 100 ml 67 dolares e em Ushuaia vc paga 52 dolares. Se você fizer o passeio vc tem 10 % caindo pra 46 dolares. Tudo que se compra por lá fica em torno de 30 a 50 % mais barato. Creme de Vich que no Brasil custa 110 reais você pagará em Ushuaia cerca de 35 reais. Por isso também a idéia de se levar pouca roupa. Porque, com certeza, você vira lotado de perfumes e roupas.

Para o passeio de barco, recomendo o Elizabeth indicado pela Elenilda. É, sem dúvida, a melhor embarcação para o passeio. Leve uma boa máquina fotográfica digital com qualidade profissional ou semi, porque são lugares que merecem fotografias de qualidade, pois são cartões postais.

Recomendo levar dólares e cartão de crédito e pagar, tudo o que for possível, com cartão porque na conversão vem como dólar oficial na cotação do dia. O dólar esta em torno de 4 pesos, você troca o dólar em casas de câmbio em Ushuaia pelo preço do dia (que vale a pena) e usa somente para o necessário como locutórios , alguma bebida , coisas poucas.

A comida em Ushuaia é bastante apreciada e barata. Um rodízio de cordeiro e bovino está em torno de 60 pesos. Gosto muito do restaurante La Estância Parrillada. Um lugar para se comer dia-a-dia se chama Tante Sara, na rua san Martin. Tem uns alguns restaurantes e lanchonetes que servem pratos diários baratos e lanches. No começo da san Martin, numa sorveteria perto da escola Dom Bosco, tem uma batata frita que sem dúvidas é a melhor batata frita que já comemos.

Restaurante Lollas também é muito procurado e muito bom. Não deixe de comer a truta negra e a centolla, uma espécie de carangueijo de uns 12 kilos que não tem as garras. Você come ass patas como se comesse na praia, com sabor da lagosta. É muito bom. Existem dezenas de restaurantes bons e muitos shoppings em Ushuaia.

No passeio no sentido Parque do Trem do Fim do Mundo, siga pela rota ate o seu final. Você verá lagos lindíssimos congelados e lagos sobre as montanhas e chegará ao final da rota que fica na Baía de Lapataia, ali termina a última estrada mais austral do planeta. Adiante está o Estreito de Magalhães, onde se unem os oceanos Atlântico e Pacífico.

Outra sugestão é o passeio do cemitério dos navios, onde há centenas de naufrágios, desde as primeiras embarcações vindas da Europa.

Enfim, Ushuaia é um lugar belíssimo e eu recomendo esta viagem. Se alguém precisar de mais dicas, entre em contato: Junior: tonsaafins@hotmail.com

Acampamento em Cambará do Sul e Cânion Malakara

Acampamento em Cambará do Sul e Cânion Malakara por Vitor Diniz Sott

O tédio e a monotonia que no transcorrer das horas do cotidiano acomete a nós seres urbanos, em muitos casos não pode ser aplacado com apenas uma pequena mudança na rotina ou com uma daquelas festas “super legais”.

É preciso sim uma revolução em nossa realidade e no ambiente circundante. Neste caso viajar por caminhos nunca antes trilhados é uma pedida muito mais do que sensacional. Para mim então que gosto de uma dose de aventura, mas apenas uma pitada de gastos, um acampamento é o programa ideal.

Neste momento o passo mais importante já havia sido dado, tomar a decisão de viajar. Tive consciência de que eu precisava urgentemente de uma viagem-terapia, caso contrario provavelmente enlouqueceria pelo trânsito, a vizinhança e pelos demais causadores de sofrimento dos conglomerados metropolitanos.

Tínhamos a vontade, porém faltava-nos saber qual seria nosso destino. Conversando com um casal de amigos, encontramos companheiros de viajem que tinham uma sugestão maravilhosa. Acampar nas intermediações do cânion Malakara localizado no município de Cambará do Sul, berço deste e de outros dois grandes cânions do Rio grande do Sul. Em comparação com os cânions Fortaleza e Itaimbezinho, o Malakara não tem nenhuma estrutura de acesso e para chegar até ele é necessária muita disposição para caminhar no mínimo duas horas e meia por entre fazendas, campos, terreno pedregoso e muitas subidas. Eu, minha namorada e nosso casal de amigos, que eram também guias, chegamos ao local de acampamento com a lua a nos espreitar e o frio aumentando a cada momento.

O Cânion

Cânion Malakara

Armamos nossas barracas na escuridão, cerca de 200 metros do cânion, em uma pequena clareira rodeada de árvores no pé de um morro e a beira de um simples córrego que na extensão de seu curso formava uma linda e majestosa cachoeira a se derramar por entre as fendas do Malakara.

O Cânion – Outra vista

Boa alimentação, ótima conversa e uma noite muito tranqüila precedeu uma manhã ensolarada e um desjejum acompanhado de uma visita inusitada. Fervíamos leite e eu me direcionava para a água com alguns copos e talheres a serem limpos. Subitamente minha atenção é capturada por um ser que não constava em meus registros de memória.

Nosso Acampamento

Cambara do Sul Cânion Malakara

Acampamento no Malakara

Fiquei parado, confuso, pensando o que poderia ser aquilo, que perto de mim saciava sua sede nas águas gélidas daquele límpido lajeado. Parei com o que estava fazendo e chamei meus companheiros para vislumbrar o que eu vislumbrava e sentir o que sentia. Entusiasmo, inquietação e uma dose de ansiedade tomou conta do grupo, porém a surpresa maior foi perceber que o animal não sentia medo das pessoas e sorrateiramente se aproximava. À medida que chegava mais perto vi sua pelagem cinza e dourada com um rabo peludo e seu focinho alongado. Com um porte de um pequeno cachorro, notamos que o Grachaim não estava ali por nossa causa, mas sim motivado pelos anseios de uma farta refeição. Assim como no zoológico, mantidas as relativas proporções, não se deve dar comida aos animais, pois além da intenção de manter intacta a flora intestinal do bicho não queríamos ter a incomodação de atrair parentes e familiares do meliante. Antes que conseguisse usurpar nossos mantimentos pedimos a ele que gentilmente se afastasse, porém como nosso cortês pedido não foi atendido, tivemos de usar estratégias mais intimidadoras.

Nosso visitante

cambara do sul

Um ilustre visitante

Com os corpos alimentados e os espíritos sedentos, deixamos nosso acampamento para explorar esteticamente as grandes obras que a natureza construíra durantes muitos milênios. Primeiro conhecemos o imponente cânion, que de maneira magnífica é uma cicatriz na crosta terrestre do relevo local. Subimos um pequeno morro à cerca de 100 metros da boca do cânion, para apreciarmos a paisagem, refletir, conversar e, é claro, tudo isso regado por muito chimarrão. Quando findou nossa água quente, infelizmente tivemos de voltar a nosso acampamento.

Após um delicioso almoço, um sono revigorante. Já beirava final da tarde e logicamente fomos vislumbrar o crepúsculo em um dos locais mais esplêndidos que já conheci. Uma espécie de apêndice ou península de rocha adentrava a fenda do malakara. Estando na extremidade da formação tive a impressão de estava voando, porém tratei de logo desfazer este pensamento com medo de que se concretizasse, pois uma queda naquelas circunstâncias certamente seria fatal. As andorinhas em meio a uma espessa camada de nuvens que cobriam o fundo da fenda permitiram-nos ver seu espetacular show de acrobacias aéreas. O astro que nos aquecia logo se escondeu no horizonte e a noite trouxe consigo um vento gélido e preocupante. Será que logo em nosso ultimo dia, quando teríamos de desfazer o acampamento e organizar as coisas, cairia chuva e também a temperatura? A madrugada reservava muitas surpresas.

Na beira do abismo

Cambará do Sul com Malakara

Cânion Malakara

Jantamos em meio ao sopro de uma estranha brisa, que parecia preceder violenta tormenta. Divertimo-nos tomando um bom vinho e confraternizando o momento, mas ao mesmo tempo permanecíamos preocupados com o que estava por vir. O vento aumentava gradativamente, chegando a ponto de se tornar inviável permanecer fora do abrigo. Ele soprava com agressiva intensidade, se potencializando por não haver obstáculos em seu caminho.
Estávamos no pé de um morro, porém, o caminho do vento primeiro nos atingia para em seguida ser desviado pela elevação. A temperatura havia baixado muito de um dia para o outro e o vento deixava a sensação térmica ainda menor. Naquela noite percebi que a barraca que usávamos não foi projetada para aquelas condições de vento forte e muito frio. Suas hastes de sustentação envergavam feito bambu, e pelos locais mais estranhos permitia que grande quantidade de vento a invadisse. O barulho sombrio do vento e o medo de nosso abrigo ceder e rasgar fizeram de nossa noite de sono um período pouco agradável. Não dormi profundamente, apenas breves cochilos. Apesar de estarmos utilizando bons sacos de dormir e vestidos com roupas quentes, passamos frio de maneira nunca antes sentida.

O sol nasceu no horizonte e continuava ventando intensamente. Não era possível tomar café ao ar livre então tivemos de fazê-lo dentro da barraca. Esquentar o leite foi um pouco complicado. Com aquele tempo não havia muito que aproveitar do dia, e resolvemos partir. Esperamos até o sol aquecer o local e arrumamos nossas mochilas. O mais complicado foi o briga que travamos com o vento que queria de toda maneira levar para longe a lona das barracas.
Após um final de semana agitado e empolgante teríamos de voltar para a civilização. Mas antes enfrentaríamos mais de duas horas de caminhada.

Hora de ir!

Cambabá do Sul

Cambabá do Sul

Foi Maravilhoso o que passamos e o descanso que tivemos. A vista e as paisagens alimentaram nossos espíritos. Eu me sentia revigorado, mas também consternado de ter de partir. Porém se não partisse não poderia ter saudades do local e dos momentos. Queria lá ficar, mas também queria muito poder voltar para toda aquela beleza. Fomos embora e para trás deixamos momentos de muito deleite e prazer. Mas conosco levamos lembranças e laços nunca perdidos. Rememoraremos e serão revividos em cada encontro que tivermos.

Dicas do Viageiro: Leve sempre roupa quente, mesmo no verão.
Como chegar: Chega-se a Cambará vindo do sul via São Francisco de Paula ou pela BR 101 subindo via de Praia Grande.

Veja Também: Hotéis e Pousadas em Cambará do Sul

Leia mais: Cambará do Sul – Itaimbezinho e Fortaleza

Porto Alegre, Alegre Porto

Porto Alegre, Alegre Porto

por Beta Lima

Minha cidade por vezes me passava despercebida, relegada ao comum. O dia a dia tinha o poder de tirar a cor do meu querido e Alegre Porto.

O estrangeiro, este sim é colorido e curioso! Ah, ledo engano! Pois quando estive em Londres me apercebi deste erro. Estava lá longe conhecendo com curiosidade cada rua, cada parque, cada prédio histórico. E lindo é. Maravilhosa experiência. Mas percebi com tristeza que não conhecia tanto de minha própria cidade.

Logo após meu retorno, conheci meu namorado, Vitor, que é de cidade vizinha a minha, Novo Hamburgo, e ele foi desde sempre muito interessado quanto ao meu Porto Alegre, querendo conhecer cada canto e tudo perguntando, com sua vivaz curiosidade. Passei a me inteirar cada vez mais dos passeios turísticos, das rotas, das possibilidades e lugares. Pegava carona em seu olhar de “turista” encantado para conhecer minha cidade. Juntos conhecemos as histórias do meu Porto amado, lugares novos, lugares “enmesmados” sob novos olhares, cantos e encantos deste Porto novamente Alegre. E quando ele começava a ficar acinzentado esfregava forte os olhos para que o cotidiano não me cegasse.
Compreendi assim: novos pontos de miragem fazem a perspectiva ideal para meu Porto nunca mais perder, para mim, sua cor e sua e minha alegria.

Leia mais sobre Porto Alegre em Rio Guaíba e seus segredos – A vida a bordo de um veleiro

Laguna e Farol de Santa Marta

Laguna – Farol de Santa Marta

por Roberto Lima

Laguna

Laguna

Dezembro de 2002, quase Natal, dia claro, céu azul, temperatura ótima.

Saímos de Criciúma para um passeio até Laguna. O passeio foi bom, era domingo, a BR estava tranqüila e nós sem pressa alguma. O carro ia tão lento quanto o possível, ou tão rápido quanto o necessário.

Muito papo depois chegamos a Laguna com suas lagoas de Santo Antônio e Imaruí que lhe banham parte da costa e dão as boas vindas. No centro seu casario histórico, parada no portinho para fotos, casa de Anita, Igreja Matriz, passeios pela praça.

Muita história, fotos e papos depois, fomos ao Mar Grosso para comer peixe frito em postas, nossa predileção nesta situação. Num agradável barzinho da praia satisfizemos nosso apetite e apreciamos a movimentação de banhistas e de um garoto que aprendia a surfar, ainda na areia. Muito engraçado.

Laguna é um local muito agradável para ser visitado em qualquer época do ano, claro que no verão pode-se apreciar suas praias de Mar Grosso e Praia do Gi. O centro histórico é parada obrigatória para quem gosta de casarios que têm muito para contar. Se abrirmos bem os ouvidos, ouviremos seus sussurros.

Passeios de Escunas que saem da barra e passeiam pela orla é outra pedida. A subida ao Morro da Glória dá-nos a dimensão de toda Laguna e de seu entorno. Avista-se de lá o cabo de Santa Marta Grande, local onde tem o Farol de Santa Marta, terceiro do mundo em alcance. Para lá seguimos em nosso passeio.

Chegamos ao Farol de Santa Marta, vindo de Laguna, através da balsa que faz a ligação por sobre o canal que liga a Lagoa de Santo Antônio ao Mar. Após a passagem pela balsa, seguimos de carro por uma estrada simples, sem pavimentação, por alguns bons e empoeirados quilômetros. Mas vale a pena toda a poeira!

O morro do Farol abriga uma vila, outrora somente de pescadores, que tem muita história e beleza natural. Do alto do morro a vista é deslumbrante. Alguns murais colocados lá junto aos muros da sede da Marinha, contam algo da história do lugar e das pessoas que o habitaram no início.

Não é possível chegar à base do Farol que fica protegida pelos muros da área reservada da Marinha do Brasil, nem mesmo subir suas escadarias. Posso contar, entretanto, que em outro tempo tive a oportunidade de subir até o topo e ver não só a vista como toda a máquina que dá proteção aos navegadores. Uma engenhoca muito interessante e valiosa para os que estão no mar.
Do Morro do Farol seguimos para o Sul. Passamos por lugares de belas e diferentes paisagens. Um grande e protegido Sambaqui foi parada para observação e fotos. Passamos pela barra do Camacho e chegamos a Jaguaruna. A estrada é parte de areia e parte de terra natural, mas todo o percurso é bom e vale o passeio. Voltamos para Criciúma no final de tarde com o astral renovado. Lugares bonitos, históricos e praia. Até a próxima viagem!

DICAS DO VIAGEIRO: A parada no centro histórico é obrigatória.

Cambará do Sul – Itaimbezinho e Fortaleza

Cambará do Sul – Itaimbezinho e Fortaleza

por Roberto Lima

A serra sempre é um local fascinante. Os campos de cima da serra com sua vegetação característica, nevoeiros, frio mesmo no verão, ao menos durante a noite, as propriedades divididas por taipas de pedra. Algo de muito bonito com um encanto particular.

Saímos de Criciúma com um destino muito diferente, bonito e imponente pela frente. Os cânions de Itaimbezinho e Fortaleza. Além dos outros que fazem parte dos mesmos conjuntos dos Aparados da Serra. A cidade mais apropriada para hospedagem e sede das expedições para os cânions só pode ser Cambará do Sul.

Clima frio nas noites de Carnaval, mas um bom sol e certo calor durante o dia, nevoeiro para completar o visual. Chegamos início da tarde no Itaimbezinho e fomos passear pelo parque. Tudo organizado, paga-se ingresso agora, estacionamento e trilhas orientadas para os passeios.

O visual do cânion é de difícil descrição. Só mesmo vendo, mas vamos a uma tentativa. Estamos num relevo de altitude, cerca de 1000 metros acima do nível do mar. Campos verdejantes se descortinam por uma imensidão que os olhos perdem na distância. De repente se avistam imensas fendas no chão com larguras e profundidades assustadoras. Mais de 800 metros de profundidade! Lá no fundo destes vales, por assim dizer, vê-se tudo muito pequeno. As águas da cachoeira que despencam de suas bordas tornam-se como que fumaça chegando ao fundo do vale. Os costões são de uma beleza singular com sua formação rochosa e a vegetação que se desenvolveu e que ali se fixa como que testemunhando o tempo. Sobe do fundo destes vales um vento frio carregado de nevoeiros a partir de certo horário. Tudo magnífico, imenso, belo!

Saímos do Itaimbezinho e fomos em busca de um hotel ou pousada para ficar. Nossa viagem não estava planejada propriamente, algo que é de nosso costume, aventurar-se simplesmente e, estando bom, vamos vendo como resolvemos as coisas. Era meio de feriadão e tudo estava lotado, ou quase tudo. Acabamos ficando em um antigo hotel, belo e descuidado prédio na avenida da cidade, meio desanimador pela aparência, mas com um atendimento muito acolhedor de sua proprietária.

À noite saímos para jantar num restaurante típico gaúcho de cima da serra. Uma canha para aquentar o vivente, fogo para manter o ambiente! Fogão a lenha, churrasqueira e carnes era a pedida certa. Muita comida de panela, tudo muito leve e saudável. Um bom vinho. O local é muito bem freqüentado, estava cheio e tinha uma música de gosto e com volume nos trinques. Um acordeom com o grupo de violeiros fez o fandango ficar no nível!

O café da manhã do hotel foi algo à parte. Ao chegarmos no salão tomamos conhecimento das normas da casa. Primeiro que nós perdemos o jantar da noite anterior no próprio hotel, o que nem mesmo sabíamos que haveria. Mas pareceu que os outros também não. Foram se reunindo, juntando alguns víveres e fizeram um bom jantar no fogão a lenha todos reunidos. Pena que perdemos isto, pareceu pelo tom da prosa que esteve muito animado tal jantar. Fica para a próxima.

Segunda norma é que o salão de café estava em desuso por iniciativa dos próprios hóspedes e com o apoio da dona da casa. Estavam todos na cozinha, grande mesa ao centro, fogão a lenha aceso e todos os ingredientes do café a disposição. Era só servir-se! Claro, preparar o café, aquentar o leite, cortar salame, queijo e tudo o mais. Ou seja, algo por demais caseiro e inusitado para quem tem o hábito de ir a hotéis ou pousadas com o atendimento característico de café da manhã. Mas tudo muito bom! Inclusive o chimarrão que corria de mão em mão.

De lá saímos para ir ao Cânion da Fortaleza. Ouvimos muitos desencorajamentos, pois para se ir até lá e ver algo antes do nevoeiro, teríamos que ter saído muito cedo, disseram-nos. Mas, com toda a fé de que iríamos ver o cânion, insistimos e seguimos para lá.

São cerca de 20 Km de estradas de terra e pedra muito do ruim. Nosso carro em nada era feito para aquele tipo de terreno, mas nenhuma dificuldade nos perturbou. Chegamos ao Cânion por volta de 11 horas e fomos direto ao topo da última montanha. E o nevoeiro? Que nada, tomamos inclusive, uma certa queimadura do sol, mas isso só notamos à noite.

Do alto da montanha avistamos o mundo ao longe. Torres, o mar oceano, quase a África! Caminhamos até a última montanha por entre uma vegetação por vezes densa e com uma certa dose de aventura. Irresponsabilidade, talvez, pois se o nevoeiro se formasse estaríamos em muito maus lençóis.

Curtimos bastante o visual, o silêncio, o murmurar do vento. Depois de parecer estar voando no alto dos penhascos, retornamos à base e rumamos para a Pedra do Segredo. Muita sorte ter visto o Cânion sem nevoeiro e ainda queríamos mais. Já eram cerca de 14 horas, mas seguimos até o ponto de parada na estradinha e dali a pé.

Novo passeio de sucesso e com visuais deslumbrantes. Na verdade não podíamos crer que a natureza nos pudesse privar daquilo tudo. Aproveitamos o visual, fotos, o ar das montanhas, o sol, certo calor até. Retornamos ao carro e saímos de lá já após as 15h30. O nevoeiro, então, começava a se formar.

No caminho uma pausa no Paradouro Fortaleza para um lanche, almoço, tudo junto. Local muito bonito, bom atendimento no estabelecimento. Uma canha pra aquentar, um ótimo lanche, chocolate quente, já era a pedida.

Daí foi o retorno para casa. Mais um belo passeio. Até a próxima viagem!

DICAS DO VIAGEIRO: Leve sempre roupa quente, mesmo no verão.

COMO CHEGAR: Chega-se a Cambará vindo do sul via São Francisco de Paula ou pela BR 101 subindo via de Praia Grande.

Veja também: Hotéis e Pousadas em Cambará do Sul

Leia mais: Acampamento em Cambará do Sul – Cânion Malakara.

Canela que eu vi

Canela, Rio Grande do Sul  por Roberto Lima

Estive em Canela tantas vezes que não vou conseguir separar aqui a história de um passeio para contar. Na verdade creio que vou condensar o que lembrar sobre a cidade, talvez a considerando como minha durante algum tempo.

Vamos iniciar pelos caminhos que a separam de Porto Alegre, então minha cidade de moradia. Temos algumas opções para ir a Canela, vamos descrever cada uma delas. A primeira é seguir até Novo Hamburgo, dobrar para Taquara, daí subir para Gramado e chegar a Canela.

Este percurso é bastante seguro, pois as estradas são mais novas e parte em pista dupla. No caminho passamos por outras cidades onde podemos aproveitar alguns atrativos. No trecho entre Novo Hamburgo e Taquara passamos pelo Morro do Ferrabraz onde poderemos ver, em dias propícios, o vôo das águias em asas deltas ou paraglider. Entre Taquara e Gramado temos as fábricas e lojas de calçados onde se pode fazer ótimas compras quer em questões de preço como de qualidade. Alguns restaurantes pelo caminho também são bons motivos de parada.

Outro roteiro é passar Novo Hamburgo e seguir pela BR116, indo a Nova Petrópolis, Gramado e Canela. Neste caminho temos uma estrada mais estreita após Novo Hamburgo com trechos sinuosos lentos, mas que é compensado pela beleza e cuidados ao longo da via. A plástica dos plátanos ao longo de quase todo o caminho, com seus matizes em tons de cobre e verde, conforme a época do ano, nos dão um belo espetáculo. Nas cidades deste caminho temos opções de paradas para lanches, para apreciar artesanatos, quedas d`água ou para pequenas compras.

A terceira opção de acesso a Canela é seguir para Novo Hamburgo, manter-se na BR116, até passar a cidade de Morro Reuter onde, toma-se à direita para passar por Santa Maria do Herval e daí seguir para Gramado e Canela. Esta opção tão bela quanto a anterior nos mostra um caminho mais curto em distância, muito bonito, mas com estradas mais estreitas e parte sem pavimentação. Temos o privilégio de poder apreciar algumas cidadelas bem do interior, seus armazéns típicos onde ainda se ouve o dialeto alemão que era falado pelos imigrantes que vieram habitar a região. Em Santa Maria do Herval pode-se apreciar uma bela cachoeira de mais de 100 metros de altura e, seguindo um caminho infelizmente um tanto mal cuidado, passar por baixo da queda d`água.

Vamos então a Canela! Cidade que tem uma imensa quantidade de atrativos para o turista, quer sejam naturais ou produzidos para bem atender a quem lá chega. Uma quantidade de hotéis, pousadas e restaurantes que em poucas cidades se encontra. Quantidade e qualidade, devo frisar. E mais os cafés coloniais com uma variedade de pratos que impede qualquer um de experimentar a todos em uma única visita.

Alguns lugares a visitar são do conhecimento da maioria das pessoas, pois constam em qualquer guia de viagem, tais como a Catedral de Pedra onde se realiza a chegada do Papai Noel durante o período do Sonho de Natal. Espetáculo muito bonito e que congrega não apenas turistas, como também os moradores da cidade. Outro atrativo muito conhecido, talvez o ponto turístico mais importante do sul do Brasil, é a Cascata do Caracol, abrigada em um parque muito organizado, limpo e bonito. Há uma escadaria para quem quer se aventurar a descer à base da cascata. Mas é bom avisar que tem mais de 900 degraus e que não deve ser utilizada a menos que o preparo físico do vivente esteja de acordo. Dentro do mesmo parque existe a sede do Projeto Lobo Guará de preservação das espécies da região.

Ao lado deste parque, em outro empreendimento, temos um teleférico que vai do alto de um morro até próximo à base da cascata. Não tão próximo quanto poderíamos desejar, mas que nos possibilita uma vista muito bonita e diferente da Cascata.

Retornando para Canela temos uma parada obrigatória no Castelinho do Caracol, uma edificação histórica construída ainda pelos imigrantes e que não utiliza pregos na sua construção. Além de visitar as dependências do Castelinho, que guarda peças de época como um museu, é bom manter um espaço no estômago para degustar um “apfelstrudel” com chá que é servido com muita atenção pelos proprietários do local.

Em toda a avenida Borges de Medeiros que leva da entrada da cidade até a frente da Catedral, temos uma grande quantidade de lojas de artesanato, malhas, roupas em couro e outras que fazem do local um ponto para compras ou para um simples passeio. Todas as ruas têm boa sinalização e o povo é muito educado em matéria de respeito ao turista.

Ainda cabe destacar mais alguns atrativos que não são assim tão populares. As ruínas do Cassino que fica no alto de um morro para trás da Catedral de Pedra, obra que foi abandonada quando da proibição dos jogos de azar no país. O empreendimento abrigaria um hotel com seus restaurantes e o cassino, dentro de um parque muito grande. Na época era dos maiores empreendimentos que havia no Rio Grande do Sul e contava com apoio e financiamento do Governo Federal, via Caixa Econômica.

Há um parque que fica na estrada que liga Canela a São Francisco de Paula, pouco após a saída da cidade. Local bonito e onde se realizam grandes festas populares e religiosas.

Os morros Pelado, Queimado e Dedão. Lugar magnífico pelo visual que proporciona em dias sem nevoeiro. De lá avistamos todo o vale do Quilombo, num ângulo talvez ainda mais bonito daquele que temos do mirante do Hotel Laje de Pedra. A diferença entre os dois lugares é o acesso. Ao mirante do Hotel Laje de Pedra vai-se por via pavimentada, ao contrário dos Morros.

Retornando deste passeio temos o Parque das Sequóias para ser visitado. Parque que abriga uma pousada e muitas trilhas para observação de espécies de árvores muito antigas, além das aves da região.

O Vale do Quilombo é mais um atrativo que quero citar. Abriga algumas pousadas, restaurantes e uma vinícola que deve ser visitada. Em todo o vale temos propriedades rurais muito bem cuidadas e organizadas. Suas estradinhas são de solo natural, mas têm boa qualidade além de estarem num local bonito e aprazível.

Esta foi a Canela que eu vi e que não vi também. Explico: são uma característica da região os nevoeiros em qualquer estação do ano. Assim, mesmo no verão, é bom levar algum agasalho e estar preparado para não ver parte da cidade em alguns horários do dia. Vi um painel publicitário sobre Canela que mostrava uma fotografia que apresentava uma casa típica com seus pinheiros num dia de nevoeiro. Estes elementos, em conseqüência, pouco apareciam na imagem. E o texto dizia: “Canela é bonita até quando não se vê”.Com certeza!

Até a próxima viagem!

COMO CHEGAR: Vindo de Porto Alegre siga pela BR 116 até Novo Hamburgo, daí há opções conforme descrevi acima.

DICAS DO VIAGEIRO: Faça reservas para sua hospedagem para não ter surpresas, principalmente na alta estação: inverno e período de Natal.

GUIA CIDADES: Canela, Gramado, São Francisco de Paula

Veja também:

Hotéis e Pousadas em Canela; Hotéis e Pousadas em Gramado; Hotéis e Pousadas em São Francisco de Paula