Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Parque Nacional Lagoa do Peixe

O parque não dispõe de infra-estrutura ideal para receber turistas. A visitação ocorre, principalmente, por estudiosos e observadores de aves. É possível visualizar a baleia Franca, entre os meses de julho e outubro, migrando para Santa Catarina.

Não é permitido acampar na área do parque. Está localizado nos municípios de Tavares (80%), Mostardas (17%) e São José do Norte (3%).

Foi criado com o objetivo de proteger ecossistemas litorâneos e espécies de aves migratórias que dependem da Unidade para o seu ciclo vital, como também para fins científicos, culturais e recreativos.


O perímetro do Parque é de 160 km. Apresenta vasta planície arenosa, resultante das extensas e numerosas restingas que barram as lagoas costeiras. A cobertura vegetal é campestre e o Parque ainda apresenta dunas, banhados salgados e dunas marítimas. Bioma: campos sulinos.

O Parque Nacional da Lagoa do Peixe é um dos principais refúgios das aves migratórias limícolas na América do Sul e o único Parque do país onde há grande possibilidade de se observar flamingos o ano inteiro, com picos de concentração nos meses de inverno.

Apesar da denominação, a Lagoa do Peixe é, na verdade uma laguna, por causa da comunicação com o mar. Trata-se de uma laguna relativamente rasa, com 60 centímetros de profundidade em média. Somente na barra, onde encontra a água do mar, a profundidade pode chega a dois metros.

A mistura de água doce e salgada, aliada a ventos intensos, permite a concentração de nutrientes, consumidos por uma variedade de pequenos organismos que são a base da cadeia alimentar. As características do local e a fonte de alimento permitem a sobrevivência de uma fauna variada. Além do camarão, há uma variedade de vermes, peixes, caranguejos e moluscos, que garantem a alimentação das aves migratórias e residentes.

A visitação é gratuita, mas não possui guia. Neste caso, o IBAMA sugere a contratação de profissionais de agências do município.

Há duas vias principais de acesso, sendo que em alguns pontos é necessário carro adaptado. A época que compreende de setembro a janeiro é considerada boa devido ao clima, mas no inverno pode-se encontrar mais mamíferos e cetáceos, por exemplo.

Há algumas restrições em épocas chuvosas, com limitações severas ou causa do vento forte e frio.
O IBAMA recomenda que o escritório seja procurado antes do passeio, ou para agendamento prévio ou antes da visitação, onde os turistas receberão as devidas recomendações.

Dicas Importantes!

Binóculos são úteis para observar e máquina fotográfica para registrar as inúmeras espécies de aves. Somente imagens é o que Você levará do Parque!
Não há filmes à venda no Parque.
Entre setembro e março torna-se mais freqüente a presença de mosquitos na região, por isso leve repelente.
O sol forte exige chapéu e protetor solar permanente.
Para as trilhas, carregue a mochila com alimentos leves: frutas, barras de cereais e sanduíches naturais são recomendáveis.
As longas caminhadas sob o sol e ventos insistentes exigem hidratação constante. Leve uma garrafa de água para não ter problemas.
Calçados confortáveis, como pares de tênis usados, são indicados para percorrer as trilhas e caminhar nas margens da lagoa.
No inverno, o vento sul provoca fortes ressacas, o que exige do motorista atenção redobrada nos caminhos próximos às praias.
Nada se leva de um Parque: animais, plantas, rochas, frutos, sementes e conchas encontrados no local fazem parte do ambiente nativo. Somente Imagens são permitidas saírem do Parque. Mais que proibição isto é consciência!
Caçar, pescar e molestar animais silvestres são crimes previstos em lei. Os animais também precisam buscar seu próprio alimento para manter seu ciclo de vida natural.
Entrar no Parque com animais domésticos pode causar problemas, como a introdução de doenças e ameaças ao ambiente natural.
Todo lixo deve ser coletado e depositado em locais apropriados.
As áreas de visitação pública são restritas.

Área: 36.753,00 ha.

Visitação diariamente das 7h30min às 18h.

Como chegar saindo de Porto Alegre:
RS040 até entroncamento com RS776 para Palmares do Sul
RS776 até entroncamento com BR101 para Mostardas
BR101 até Tavares

Indo de ônibus:
Até Tavares (Expresso Palmares). Até a beira da lagoa não existe transporte público. É preciso contratar uma agência ou fazer o percurso a pé, através de duas trilhas (do Talhamar e da Figueira), com mais de 10km cada. Pela Trilha da Figueira deve-se passar o município de Tavares e entrar à esquerda no 2º trevo. Seguir reto até a Barra da Lagoa.

Ou ainda:
BR101 – liga Palmares do Sul a Mostardas
BR101 – liga São José do Norte a Tavares

Informações fone: 51 3673 1464 ou 9962 7030
Praça Prefeito Luiz Martins, 30. Mostardas, RS,
E-mail: lagoadopeixe@terra.com.br, Responsável: Luísa Juliana Silveira Lopes.

Tavares

Tavares está situada na península que separa as águas do Oceano das águas da Lagoa dos Patos (ou Laguna).

Tavares tem uma população de menos de 6 mil habitantes, altitude de 15 m e está a 217 Km de Porto Alegre pela BR 101.

Tavares teve início de sua povoação com a chegada do Brigadeiro José da Silva Paes, em 1737, quando fundou o Forte Jesus Maria José no lado sul da Barra do Canal do Rio Grande. Sua origem, por volta de 1760, está na colonização dos casais de açorianos, que dedicaram-se ao cultivo de trigo e centeio, assim como à caça e pesca.

Localizado na orla da Laguna dos Patos, o município de Tavares apresenta faróis de auxílio à navegação, lagos e capões, espécies de pequenas matas geralmente nas recostas, como atrativos naturais.